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João Antonio

Fiquei tanto tempo sem atualizar meu blog que deu tempo de fazer um filho.

Olha o ultrassom dele aí:

João Antonio



Escrito por Cacá Toledo às 12h01
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Crítica de "Crônica da Casa Assassinada" por Macksen Luíz (13/06/2011)

 

Ritual místico-mineiro de Gabriel Villela na reafirmação da sua estética

Lúcio Cardoso, quando escreveu a crônica de família mineira, visitada por alguém que provoca a circulação de recônditos suores interiores, identificando através de subjetividade afogada na repressão dos desejos, imprimiu atmosfera épica-trágica-melodramática à narrativa em planos temporais alternados e formas descritivas variadas. Para capturar a introjeção de pulsões pecaminosas, a declinante exposição da caverna de almas atormentadas por paixões interditas, Lúcio Cardoso desatou os laços familiares profundos, construídos por religiosidade asfixiante e desvãos de sentimentos ensombrados pelo impulso das sanções. O que está escondido pela superfície do compromisso social, desmorona com a vinda de uma mulher que ocupa todos os cômodos deste escombro familiar, numa ruína em que nada escapa à decomposição, em que “a infelicidade é necessária”, e que os personagens se referem a si como quem apodrece. Neste “enredo de enigmas”, cada um parece criar a sua própria existência e onde “ não há triunfo sem pecado”. Na saga de danações, a transgressão se afirma como culpa e pecado, fincada em interioridade convulsionada por  religiosidade carnal. É o que o romance de Lúcio Cardoso condensa de maneiras diversas – diários, cartas, desabafos – em caudaloso debruçar sobre almas que se confessam em culpa, vividas através de suas de ressonâncias bíblicas. A adaptação de Dib Carneiro Neto destaca em afinada síntese os pontos atritantes  deste rito de descida aos infernos, alcançando  síntese dramática que espelha a atmosfera do romance, se apropriando da sua densidade narrativa. A transposição para o palco se debruça, a tal ponto, na obra de Cardoso, que não é preciso mais de que uma hora para que o espetáculo, em cartaz no Teatro Maison de France, se realize. Gabriel Villela, dispondo deste material dramatúrgico e no confortávelexercício da sua imagística místico-mineira, inflou-o de imagens poderosas e de interpretação distanciada, duas das suas mais recorrentes obsessões de encenador. A visualidade, sempre impositiva e integrante indissociável da linguagem cênica de Villela, e que algumas vezes em suas montagens devoram os demais elementos, em Crônica da Casa Assassinada se revigora. Arrebatador, e belamente sufocante, o cenário de Márcio Vinícius (um portal de igreja barroca mineira, que se transforma em oratório, e uma extensa mesa, cama para tantos desejos, e altar  para ceia familiar e sexual) e os figurinos de Gabriel Villela (símbolos católicos de rituais de vida - um Cristo jardineiro - e de morte -  panejamento que se torna, ao mesmo tempo, lençol e mortalha) – ,ao lado da trilha sonora (óperas, boleros, cânticos) e da iluminação de Domingos Quintanilha, que tornam a montagem de Villela um encontro depurado do diretor com sua estética. Além desta beleza rascante, a atuação do elenco – Xuxa Lopes, Cacá Toledo, Hélio Souto Jr., Letícia Teixeira, Marco Furlan, Maria do Carmo Soares, Pedro Henrique Moutinho, Rogério Romera e Sérgio Rufino – se harmoniza tão absolutamente com esse culto à putrefação do prazer. 

fonte: http://www.macksenluiz.blogspot.com



Escrito por Cacá Toledo às 11h55
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