Top Blogs - Ranking de Sites/Blog/Flog Sinta Liga! - UOL Blog
 


BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos

 

   

    Fotos do Sinta Liga!
  Vídeos do Sinta Liga!
  DRINK TV!!!
  Drink Com as Estrelas no Orkut
  Odilon Alleyona
  Cacá Toledo
  Junião
  José Luiz Sampaio
  Daniel Seda
  Luiz Päetow
  Werner Schulz
  Pedro Furtado
  Paulinho Pereira
  Fernanda Giulietti
  Rogério Borovik
  Carolzinha
  Carla Marinho - Movie Stars
  O Povinho
  Sang Fezi
  Letras em cena
  Universo retrô
  Cia Paideia
  Mitologia Grega
  Mitologia Germânica
  Guia Off
  Pina Bausch
  Studio Nômade
  Muzzarelas
  Antropofocus
  Greenpeace
  Animal livre
  Domínio Público - Biblioteca digital


 

 
 

   

   


 
 
Sinta Liga!



Sempre tive muitos amigos mais velhos, legais, chatos, descolados, grandes, sábios, exagerados e por eles fui guiado até aqui.

Acho que vou ser um velho bacana. 



Escrito por Cacá Toledo às 19h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Meu primeiro dia dos pais.

Ontem conversávamos Cuca e eu com minha mãe e falávamos da comemoração do próximo dia dos pais. Enquanto ela comentava que não sabia o que meu pai queria fazer, a Cuca lembrou a ela que era meu primeiro dia dos pais. Foi quando a ficha, pra ela que já comprou todo o enxoval do João Antônio e estava mostrando pra gente, caiu e ela se tocou de que eu ia mesmo ser pai, de verdade, como o meu. Aquilo bateu nela de um jeito lindo e ela teve uma reação que durou alguns bons segundos e que nunca vou esquecer.

Me emocionei demais e me dei conta da ternura e importância disso tudo enquanto assistia a felicidade da minha mãe pela câmera da internet.



Escrito por Cacá Toledo às 16h05
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Crônica da Casa Assassinada no Prêmio Shell 2011

Hoje minha peça "Crônica da Casa Assassinada" recebeu quatro indicações para o Prêmio Shell 2011 - Rio de Janeiro, o que fez da peça a recordista em indicações do primeiro semestre para a edição carioca do prêmio.

Os indicados são Gabriel Villela pela direção e figurinos, Domingos Quintiliano pela iluminação e Márcio Vinícius pelos cenários.

Acho que é a sexta peça que faço em sete anos que recebe indicações ou estatuetas do prêmio (as outras são "A Serpente" - Melhor Cenário, Rio, André Cortez; "Esperando Godot" - indicação para Melhor Atriz, Magali Biff; "Leonce e Lena" - indicação de Melhor Trilha / Música, Babaya e Marcello Boffat; "Salmo 91" - indicação de Melhor Direção para Gabriel Villela e prêmios de Melhor Texto e Ator para Dib Carneiro Neto e Rodolfo Vaz respectivamente e "Vestido de Noiva" - indicação de Melhor Trilha Sonora para Daniel Maia) sendo a segunda com destaque na edição carioca e a segunda que estou como ator. Nas outras, em três estava como diretor assistente e em uma como produtor.

Acho que estou indo bem.



Escrito por Cacá Toledo às 16h00
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Mutante

Hoje tive meu primeiro contato direto com o Arnaldo Baptista. Ele tuitou alguma dessas piadas sobre "o que é um pontinho...". Eu respondi com uma original. Ele retuitou. Foi bem louco.



Escrito por Cacá Toledo às 15h45
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Belo Horizonte

DOMINGO, 31 DE JULHO DE 2011

Crônica da casa assassinada



Foto de divulgação, de João Caldas.

Com casa lotada, no Teatro Alterosa, assisti ontem à peça Crônica da casa assassinada, baseada em romance homônimo de Lúcio Cardoso, com grupo carioca, adaptação de Dib Carneiro e direção de Gabriel Vilela. Hoje é a última apresentação em Belo Horizonte, às 19 horas.


O romancista mineiro Lúcio Cardoso tem sido enquadrado na linguagem dos grandes moralistas do Ocidente, voltados aos problemas da consciência; notadamente no seu caso interessado em mostrar como os aspectos sombrios da sexualidade atormentam os indivíduos. De imediato, deve ser reconhecido o esforço positivo em adaptar aos palcos um dos textos maiores da literatura brasileira, não apenas em extensão, mas em densidade e exuberância técnica e estética. A primeira cena convoca a nota impactante e nervosa que acompanha todo o espetáculo: a cena de sexo incestuosa entre mãe e filho, mais claramente, entre o jovem André e sua mãe, em agonia no leito de morte. Ainda que mais tarde, de forma nebulosa, seja aventada a hipótese de o jovem ser filho de Ana e não de Nina, o incesto está irremediavelmente inscrito e vivido como desejo mórbido que passa a contaminar as outras personagens. E a brutal oscilação entre vida e morte, entre corpo desejante e corpo em decomposição, em suas variadas conotações de ruína física e moral, parece atar o destino da família. Concentrada no casarão de tradicional fazendeiros das Gerais, a trama transcorre em meio a paixões extremas e desintegradoras. O ambiente fechado, pouco arejado e opressivo, abriga a progressiva desintegração financeira e moral dos Menezes.


A adaptação teatral consegue captar os momentos decisivos da tragédia que, se no romance recebe uma complexa e arrastada arquitetura discursiva, formada pelo entrelaçamento de vários discursos, no palco se vê desenvolvida em fragmentos vertiginosos, carregados de denso e patético simbolismo. Nina, a bela carioca liberada, tal como no romance, concentra em si a semente da degradação. Ela carrega uma beleza única, “mórbida e em declínio, como se vibrasse em uníssono com o espírito que presidia a casa toda”, depõe o farmacêutico. A montagem de Gabriel Vilela explora de forma criativa, com efeitos visuais e sonoros apropriados, a atmosfera sufocada e tensa em que as personagens são domadas por instintos e atormentadas pela repressão e sentimento de culpa. Os traços mineiros presentes na montagem centram-se sobretudo na arquitetura barroca (a réplica da fachada da igreja de São Francisco de Assis, no fundo da cena), e na obstinada submissão à religiosidade, às convenções sociais e aos indecifráveis desígnios da fatalidade. Somados aos motivos ibéricos (as canções românticas), tais motivos ampliam-se, tornando-se elementos míticos e universais.



Escrito por Cacá Toledo às 21h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]